Comitê de direitos humanos da ONU pede que EUA condenem racismo "incondicionalmente"

Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - Especialistas de direitos humanos da ONU pediram nesta quarta-feira que os Estados Unidos e sua liderança condenem "incondicionalmente" discursos de racismo e crimes, advertindo que um fracasso em fazê-lo pode desencadear mais incidentes violentos.

O comunicado de "aviso prévio e ação urgente", reservado para situações sérias, foi emitido pelo Comitê de Eliminação da Discriminação Racial da ONU, e, por pouco, não criticou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump foi alvo de críticas por ter responsabilizado ambos os lados pela violência em um protesto em Charlottesville organizado por neonazistas e nacionalistas brancos. Uma mulher, Heather Heyer, foi morta depois que um homem ligado aos nacionalistas brancos avançou com seu carro contra uma multidão de manifestantes de oposição aos supremacistas.

O comitê disse estar "perturbado com o fracasso no mais alto nível político" dos Estados Unidos em rejeitar demonstrações de racismo. Esse fracasso pode levar ao "abastecimento da proliferação de discursos e incidentes de racismo" nos Estados Unidos, disse o comunicado.

"Nós estamos alarmados pelas demonstrações de racismo, com slogans, músicas e saudações abertamente racistas, por nacionalistas brancos, neonazistas e pela Ku Klux Klan, promovendo a supremacia branca e incitando a discriminação racial e o ódio", disse Anastasia Crickley, presidente do comitê.

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