Moro determina que ex-deputado Cândido Vaccarezza deixe a prisão
O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em primeira instância, não renovou a prisão temporária do ex-líder dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff Cândido Vaccarezza. Com isso, o ex-deputado poderá deixar a prisão.
Em seu despacho, Moro determinou que Vaccarezza pague uma fiança de R$ 1.522.700. O valor, segundo o magistrado, equivale a ao "elevado montante supostamente recebido como vantagem indevida, de US$ 478.687". De acordo com a JFPR (Justiça Federal do Paraná), o ex-deputado deve depositar o dinheiro na conta da Justiça em, no máximo, 10 dias.
Em sua decisão, Moro observa que Vaccarezza deverá cumprir “medidas cautelares alternativas ao invés da prisão preventiva requerida”.
“As medidas alternativas propiciarão tempo para o esclarecimento da situação de saúde do investigado, para o aprofundamento das investigações, inclusive quanto à origem do dinheiro em espécie encontrado e quanto ao eventual envolvimento do investigado em outros crimes contra a Petrobras”, escreveu Moro.
Entre as medidas cautelares impostas, o juiz destacou a proibição do exercício de cargo ou função pública; o compromisso de comparecimento a todos os atos do processo; a proibição do ex-deputado de deixar o País, com a entrega do passaporte a este Juízo em 48 horas; a proibição de contatos com os demais investigados e; a proibição de mudança de endereço sem autorização.
Vaccarezza foi preso preventivamente na última sexta-feira (18) durante a Operação Abate, que mirou em um grupo de criminosos "apadrinhado" pelo ex-deputado federal. Segundo a PF, Vaccarezza usava sua influência para obter contratos da Petrobras com uma empresa estrangeira.
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