Ministra do STF autoriza abertura de investigação contra José Serra
A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Rosa Weber atendeu a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e autorizou, nesta segunda-feira (28), a abertura de inquérito contra o senador José Serra (PSDB-SP).
O tucano foi citado em delação premiada do empresário Joesley Batista, dono da JBS. Como é senador da República, Serra tem foro privilegiado e só pode ser investigado com aval do Supremo.
No acordo de colaboração premiada, feito com o MPF (Ministério Público Federal), Joesley afirmou ter acertado pessoalmente com Serra uma contribuição de R$ 20 milhões para a campanha presidencial de 2010.
Deste total, cerca de R$ 13 milhões foram contabilizados como prestação de contas no partido, o PSDB, enquanto que os outros R$ 7 milhões R$ 7 milhões entraram como "caixa dois”.
Em sua decisão, Rosa Weber disse: "Constato que as diligências requeridas pelo Procurador-Geral da República se mostram proporcionais sob o ângulo da adequação, razoáveis sob as perspectivas dos bens jurídicos envolvidos, e úteis quanto à possível de descoberta de novos elementos que permitam a investigação avançar".
A ministra ainda prossegue: "As oitivas dos representantes legais das empresas emissoras das notas fiscais que deram lastro à suposta contribuição eleitoral não contabilizada, assim como a do Senador da República José Serra, constituem o ponto de partida para o aprofundamento das investigações e se inserem na margem de discricionariedade da linha de investigativa eleita pelo titular da ação penal".
A decisão da ministra de autorizar a investigação de Serra foi assinada no último dia 18 de agosto, mas a divulgação do documento só entrou no sistema do Supremo nesta segunda-feira. A reportagem do R7 tentou contato com o gabinete do senador, mas não obteve contato telefônico.
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