Governo nega ter antecipado a canadenses extinção de reserva na Amazônia
O Ministério de Minas e Energia negou nesta segunda-feira (28) que o ministro Fernando Bezerra Coelho Filho tenha antecipado a empresários canadenses, em março, a informação de que a Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associadas) seria extinta e liberada para a exploração mineral. O fim da reserva foi anunciado na última quarta-feira (23).
A Renca é uma área de 4,7 milhões de hectares, rica em ouro e outros minérios, localizada entre o sul do Amapá e o nordeste do Pará. Nessa mesma área estão localizadas sete unidades de conservação e duas terras indígenas.
Meses antes de ser oficializada no Diário Oficial da União, a extinção da Renca foi divulgada pelo ministro de MInas e Energia em março, durante o PDAC (Prospectors and Developers Association of Canada), evento da mineração realizado em Toronto, no Canadá. A revelação foi feita pela "BBC Brasil".
Segundo a nota divulgada pelo ministério, a proposta “começou a ser discutida por técnicos do Ministério no segundo semestre do ano de 2016 e seus debates foram amplamente noticiados pela grande imprensa e pelos diversos canais especializados do setor”.
A pasta informa que o assunto já era tratado publicamente quando foi anunciado na feira canadense. “A informação foi transmitida, simultaneamente, a investidores e especialistas em mineração de todo o planeta, não apenas aos canadenses. Uma rápida pesquisa a qualquer site de buscas pode ajudar na coleta de informações corretas sobre o assunto”.
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