Ex-ministro do STJ nega acusação de propina de Palocci
O ex-presidente do STJ Cesar Asfor Rocha O ex-presidente do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) Cesar Asfor Rocha nega a acusação feita em delação premiada pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.
Segundo Palocci, Rocha teria recebido R$ 5 milhões de suborno da construtora Camargo Corrêa para barrar a Operação Castelo de Areia da Polícia Federal.
A ação da PF, realizada em 2009, tinha na mira outras empreiteiras e políticos posteriormente investigados na Operação Lava Jato.
A reportagem publicada pela Folha de S. Paulo na madrugada deste sábado (26) informa que o acerto de Rocha foi comandado pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, morto em 2014. Bastos, que na época era advogado da Camargo Côrrea teria depositado o dinheiro em uma conta no exterior.
Em 2010, Cesar Asfor Rocha concedeu uma liminar suspendendo a operação. O ex-ministro se pautou no argumento dos advogados da empreiteira, liderados por Bastos, de que a investigação teve início a partir de uma escuta clandestina.
A liminar foi avaliada pela 6ª turma do STJ, que Rocha não fazia parte, e foi mantida por três votos a um.
Cesar Asfor Rocha, a família de Márcio Thomaz Bastos e a Camargo Côrrea negam a acusação.
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