300 cervos são sacrificados após safári gaúcho não conter epidemia de tuberculose
Cerca de 300 cervos de um safári no Rio Grande do Sul estão sendo sacrificados pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) por estarem contaminados por tuberculose.
O Pampas Safari, que abrigava os animais, não conseguiu conter a epidemia, descumprindo normas dos órgãos ambientais e sanitários. O parque, que ficava em Gravataí (a 30 km de Porto Alegre), fechou as portas neste ano. O espaço chegou a abrigar cerca de 2.000 bichos — além dos cervos, 200 outros animais continuam ali.
Segundo o Ibama, uma norma do Ministério da Agricultura prevê o abate de animais contaminados para evitar a disseminação da doença, que pode atingir animais nativos não contaminados, rebanhos, servidores e a comunidade no entorno do estabelecimento.
A epidemia foi confirmada pelo laboratório de patologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Encerramento
O safári ainda não divulgou qual o destino dos outros bichos. O parque tinha zebras, camelos, hipopótamos, três espécies de cervo, flamingos, emas, emus, avestruzes, capivaras, antílopes, lhamas, macacos-prego, búfalos e cisnes, entre outros.
Se outros animais também estiverem doentes, é também precisarão ser sacrificados.
A BBC Brasil tentou entrar em contato com os administradores do parque, sem sucesso.
Segundo o Ibama, um grupo formado por representantes do Ministério Público Federal, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado e do Ibama acompanha o encerramento definitivo das atividades do safári.
A execução dos bichos está sendo realizada em um local licenciado e com acompanhamento de veterinários da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, segundo o Ibama.
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